segunda-feira, 17 de maio de 2010


Fruto do hábito e da vontade, a amizade, segundo Aristóteles -- que a eleva à categoria de virtude -- é uma disposição permanente que decorre de uma escolha livre e recíproca. O amigo é amado pelo que ele é e não por sua utilidade.

O poeta disse:
A amizade, nem mesmo a força do tempo irá destruir, porque somos verdade... Quero chorar seu choro, quero sorrir teu sorriso...

Mas as vezes Deus não permite que seja assim, e ai temos tempos de solitúde. Já tive um tempo assim. Tempo no qual parecia ser consumida por um abismo interno, que me consumia de dentro pra fora, quando a única opção era o cachorrinho, e a situação me fez entender que precisava de um tempo, saber entender que em alguns de nossos períodos, amigos não poderão estar, agir, impedir, ajudar,etc.
Não tenho muitos amigos, para contá-los seria necessário usar apenas uma das mãos. Acha pouco? Pra tesouros não acho não.

Como é difícil manter nossas amizades, renunciar, abrir mão, deixar ir, falar a verdade, ser dura, abraçar quando a vontade é esbofetear, enxugar as lágrimas do amigo que errou acordar de madrugada e atender ao telefone caindo de sono porque o amigo não consegue dormir... Tudo isso fazemos pelo nosso amigo, o nosso querido amigo sem a espera de qualquer retribuição.

Amizade é o exemplo de comunhão, andar juntos, lado a lado pelos caminhos estreitos da vida, quando tudo parece outono, e o vento gela quase que a alma, as folhas caem como os nossos sonhos e tudo parece outono. O amigo está ali.

Há muito já diz um provérbio árabe: se vive sem um irmão mas não sem um amigo.

Quando um amigo te decepcionar escreva na areia, assim o vento apaga mais rápido, mas quando lhe fizer o bem escreva nas taboas do seu coração.

Fico as vezes pensando o que poderei fazer quando meu amigo ou minha amiga precisar de mim, qual o bem que poderei fazer, conseguirei eu fazer esse bem? Talvez eu não consiga.

Gosto muito do que disse Montaigne, um escritor e ensaísta francês, embora cético, seu pensamento a respeito de amizade era muito parecido com o agir de Cristo, porque Cristo não intenta ser ou se mostrar amigo. Ele é.

Disse Montaigne:
Na verdadeira amizade dou-me ao meu amigo mais do que dele quero para mim.

Talvez realmente eu não possa fazer tanto ou receber tanto do meu amigo, mas certamente se eu não puder doar, Cristo o fará. Por isso quando eu faltar ou faltarem para mim, Cristo estará lá e não faltará. Virá no momento certo.

Peço perdão aos meus amigos, aqueles ao qual eu machuquei, feri, faltei. Minhas desculpas, mas poderei assim fazer novamente, porque sou muito falha e inexperiente nesta coisa de amizade, mas Cristo não. Peço também que não esperem mais de mim, do que podem esperar Dele, porque certamente vou decepcioná-los.

Cristo é o verdadeiro Amigo, eu não. Mas posso garantir, a cada um dos meus que está lendo o meu comentário sobre a amizade, que estou tentando ser parecida com Ele.
Quero não ferir, quero não decepcionar, quero não entristecer, quero não esquecer, mas se porventura assim o fizer. Perdoa-me.

Eu Thalita agradeço a todos os meus amigos que sem qualquer espera de retribuição esteve comigo nos tempos mais difíceis. Muito obrigada.

domingo, 16 de maio de 2010

Dor Emocional


Você tem mais um booom motivo para relaxaaar: stress dói. E como! Cerca de 80% das dores crônicas — como a de cabeça, no pescoço, nas costas — começam, sim, senhora, com maus hábitos do dia-a-dia. De respirar errado a engolir mágoas. Pois NOVA apresenta um método de autocapacitação que promete reverter os danos que as pressões físicas, mentais e emocionais causam aos músculos, articulações e ossos. Sem remédios nem cirurgia.

Garanto que você não imagina que aquela sua dorzinha, que já virou quase uma amiga, pode deixá-la de cama. Aconteceu com a doutora em filosofia e professora Ingrid Bacci. Justo no momento em que a carreira evoluía às mil maravilhas, seu corpo entrou em colapso: “Comecei a sentir dores excruciantes na base da coluna e sensações de queimadura”. Consultou médicos, foi internada duas vezes, passou por exames infindáveis… “Hoje, diriam que eu apresentava fibromialgia e síndrome de fadiga crônica”, conta. Após três anos de desânimo e desespero, ler um artigo de Elsa Gindler (que ainda jovem foi confinada num sanatório com tuberculose e se curou sozinha graças a exercícios de respiração) renovou as esperanças de Ingrid. “Como ninguém podia me ajudar, decidi fazê-lo eu mesma.”

Ingrid notou que o stress influenciava sua respiração e que, quando a fazia pro funda e lentamente, a dor diminuía. Buscou outras formas de consciência corporal e tornou-se expert em terapia do movimento. Hoje, está curada. E acumula 15 anos de estu dos sobre a relação entre dor física e stress. Em seu novo livro, Livre-Se Facilmente da Dor Crônica(Cultrix), indica técnicas de respiração, postura e autoconhecimento, algumas delas descritas a seguir, para ajudar você a se livrar do sofrimento — sem remédios nem cirurgia. “Ninguém, exceto você mesma, pode descobrir onde está alimentando tensões e como eliminá-las”, acredita Ingrid.

Porque a dor vem do stress

O que você sente quando quase bate o carro, não entrega aquele relatório no prazo ou fica sabendo que um conhecido talvez sofra de uma doença grave? Medo, certo? Pois saiba que essa é uma das emoções negativas que mais provocam contrações musculares. Olhando por esse ângulo, quase cem por cento da população deveria sofrer de alguma dorzinha… Mas isso não acontece porque a reação normal do corpo e do cérebro é lutar contra o que faz mal. “Uma vez superado o perigo, a tensão diminui, a circulação volta ao normal, as funções digestivas são retomadas, os hormônios se reequilibram, a cólera desaparece”, explica Ingrid. O grande problema é quando você não pode ajudar quem ama nem enxerga saídas para escapar de aborrecimentos no trabalho, na família ou até internos, quando sua voz mental diz que não é capaz. Se a sua vida fica à mercê de forças fora de seu controle e você ainda se cobra por estar de mãos atadas, todos os seus sistemas paralisam. “Os músculos, em vez de contraírem e relaxarem momentaneamente, permanecem rígidos”, explica a terapeuta em seu livro. “Eles desenvolvem um hábito de tensão que faz com se cansem com uma facilidade cada vez maior. Essa fadiga muscular se reflete como dor”, completa ela.

Em geral, sente esse efeito ruim quem não coloca para fora os sentimentos. Faz de tudo para não explodir de raiva e magoar um parente, por exemplo, temendo a reação dele. Não dá a sua opinião por crer que ela vale menos que a dos outros. A dura verdade é que você até pode se calar, mas não deixará de se consumir por dentro. Esse comportamento, aliás, é tipicamente feminino. Não por acaso, 80% das vítimas da síndrome de articulação temporomandibular, a ATM, são mulheres. Por falta de coragem de dizer o que pensam, travam a mandíbula literalmente. Segundo Ingrid, somos sensíveis à ATM por termos mais dificuldade em bancar nossas emoções. Talvez você diga: “Não me sinto nervosa nem estressada. Só tenho dor e ponto final”. Ingrid propõe uma auto-avaliação. Já aconteceu de sair de férias e, só depois de relaxar de verdade, admitir que andava uma pilha de nervos? Pode ser que o stress seja um sentimento tão comum em sua vida que nem o percebe mais.

Hora de colocar à prova o método de autocura, experimentando algumas das técnicas sugeridas pela terapeuta Ingrid para combater o stress físico e o emocional. A dor crônica não vai desaparecer assim que você começar a adotá-lo. Mas esse é o primeiro passo para ficar atenta ao seu corpo como um todo. A tendência é que, aos poucos, se sinta mais relaxada, mais encaixada, menos reprimida e mais feliz na própria pele.

Corpo em movimento

O ponto de partida é prestar atenção em sua respiração. Se ela for contida — superficial e rápida ou desigual e forçada —, vai se traduzir em esforço extra, ansiedade ou frustração, perda de mobilidade e dor. Quando você não inspira e expira o ar de forma plena e profunda, o diafragma fica rijo e só se move com esforço, fazendo os outros músculos se contraírem também. O exercício de respiração meditativa, a seguir, é a base do processo de autocura. Pratique-o diariamente, durante um mês ou mais, até reeducar-se.

A técnica da respiração meditativa

Escolha um local tranqüilo onde não seja interrompida por de cinco a 20 minutos. Deite-se no chão. De olhos fechados, observe as sensações dos pés. Suba pelos tornozelos, panturrilhas, coxas… até o rosto. Se notar diferença como formigamento ou calor, sentir-se mais pesada ou leve como se flutuasse, sinal de que relaxou. Coloque as mãos onde percebe melhor a respiração (peito, diafragma ou barriga). Não ligue para os pensamentos que passarem pela cabeça. Mantenha a concentração nas mãos. Aos poucos, começará a sentir corpo e mente mais tranqüilos. Sem esforço, adotará a respiração diafragmática. Tente perceber como ela toca suas vísceras, induzindo-a a concentrar-se em si mesma. Note também a carícia na palma das mãos. Se estavam sobre o peito, imagine a sensação indo para a barriga, e vice-versa. Da barriga, vá até a pelve. Desça as mãos pelo corpo até sentir o ar inundando todo o seu tronco. Quando estiver pronta para encerrar, abra os olhos.

4 princípios para corrigir o alinhamento

Outra forma de aliviar o stress físico é acertar a postura. Quando ela está incorreta, você coloca pressão nas articulações, contribuindo para a artrite, a degeneração de disco, o desgaste de cartilagem e as inflamações. Além disso, os músculos são obrigados a assumir o peso do corpo, contraindo-se.

* Acostume-se a respirar profundamente. Assim, usará os músculos em vez dos ossos para suportar seu peso.

* Preste atenção em onde descarrega seu peso ao se sentar, quais músculos põe em ação ao se levantar. Quanto mais entender seu corpo, mais fácil será substituir hábitos que provocam dor pelos que propiciam bem-estar.

* Guie-se pelo princípio da facilidade. Ou seja, quando sentir prazer e descontração durante um movimento, sinal de que está fazendo bem ao seu corpo.

* Pare de se concentrar no que quer fazer (chegar rápido a algum lugar, por exemplo) e foque em manter o corpo alinhado.

Emoções liberadas

Muita gente julga que parecerá fraca, piegas, autocondescendente ou egoísta ao expressar os sentimentos. E se retrai por recear a reação alheia. Será o seu caso? Se sim, tente dizer: “Preciso de sua ajuda. Sinto…” Também vale reduzir o ritmo do cérebro: uma mente tagarela é sinal de que não foca em si mesma. Acontece quando acorda e faz mentalmente a longa lista das tarefas do dia. Enquanto isso, os músculos ficam tensos e a respiração, oprimida… Se contiver a ansiedade, a dor física se dissipará.

Técnica anti-repressão da raiva

Se você engole sapos e acumula tensões, alimenta um grande stress interior, que pode se expressar na forma de dor. Digamos que o que a incomoda seja a inveja de sua amiga. Pare de se forçar a compreender os motivos dela. Faz mal a você? Respeite-se admitindo essa verdade. Assuma qual o real peso do problema, em vez de reprimi-lo, e coloque limites.

Exercício para contatar o seu íntimo

De noite, na cama, desacelere o hemisfério direito do cérebro atentando para a respiração. Por de cinco a dez minutos, concentre-se na parte do corpo que chamar a sua atenção. Observe como ela se comporta. Gradualmente, essa sensação se modificará. Talvez fisicamente. Talvez emocionalmente também. Sentiu dor? Espere que passe. Teve cólera, tristeza ou medo? Respire fundo e vivencie o sentimento. Tente descrevê-lo em voz alta. Quanto melhor explicá-lo a si mesma, mais claro ficará. Faça anotações começando com “Eu sinto”. E, assim, vá liberado as emoções que causam dor.

Plano para superar o medo de conflito

Expor um ponto de vista diferente faz parte de um relacionamento saudável, sabia? Se não consegue falar honestamente com alguém, questione-se: “Estou com medo de represálias? Esse receio tem razão de existir?” Também pare de ter que. Se, por exemplo, ir àquela festa só para agradar à anfitriã fará você se sentir estressada, aprisionada… seus músculos reagirão. Se não tem prazer no que faz, ouse não fazer mais. Mesmo sob uma chuva de críticas. Seu corpo vai agradecer!

__________________________________________________________

As informções contidas na postagem acima foram extraidas do Blog: Qualidade de Vida

sábado, 15 de maio de 2010

Sonhar


Sonhar é transportar-se em asas de ouro e aço
Aos páramos azuis da luz e da harmonia;
É ambicionar o céu; é dominar o espaço,
Num vôo poderoso e audaz da fantasia.

Fugir ao mundo vil, tão vil que, sem cansaço,
Engana, e menospreza, e zomba, e calunia;
Encastelar-se, enfim, no deslumbrante paço
De um sonho puro e bom, de paz e de alegria.

É ver no lago um mar, nas nuvens um castelo,
Na luz de um pirilampo um sol pequeno e belo;
É alçar, constantemente, o olhar ao céu profundo.

Sonhar é ter um grande ideal na inglória lida:
Tão grande que não cabe inteiro nesta vida,
Tão puro que não vive em plagas deste mundo.

Helena Kolody

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Nutrição - Dieta da Alma


Cada dia cresce mais e mais as preocupações com os cuidados com o corpo. Não faltam dietas, quer para emagrecer, para engordar, manter o peso, etc. Todas tem um caminho certo, cuidar do organismo através da alimentação para uma vida mais saudável.
Conquanto todo esse esforço da dietoterapia das academias e nutricionistas seja louvável e necessário, não obstante pergunto: Há dieta para a alma???
Qual a dieta que elimina as "toxinas" do nosso interior e o excesso de "gordura" de nossas emoções???
Na lógica das dietas alimentares sem corte de tudo que é prejudicial para o organismo, seja por excesso e/ou contaminação,não são possíveis saúde e bem estar.
Partindo dessa lógica eu gostaria de prescrever uma dieta pra alma, a base de cortes radicais que somente serão possíveis através de muita força de vontade. Essa força de vontade deve emergir a própria alma e será produzida pela certeza que de um bem estar interior.
Minha dieta está baseada na eliminação de cinco elementos que, enquanto estiver em nós, produzirá uma espécie de "gordura" que vai cobrindo as verdadeiras emoções, impedindo-nos de demonstrar nossos verdadeiros sentimentos. Produzindo também um tipo de "lixo" interior: ORGULHO - INVEJA - AMARGURA - VINGANÇA - ÓDIO.

Toda pessoa orgulhosa é doente e não se dá conta disso. O orgulho, via de regra, conduz ao isolamento social e se fundamenta numa grande ilusão, a de querer ser aquilo que não é. Todo orgulhoso termina a vida frustrado e só. Eliminando o orgulho, você libera sentimentos que tornarão sua vida melhor e sua alma mais sadia.

A inveja sempre é um atestado de incompetência alem de ser pobreza de espírito.É também o que revela um mal caráter. O sorriso do invejoso é falso, sua mente é doente e muitas vezes contamina as pessoas, destruindo amizades e relacionamentos. É bom agente ver tambem o sucesso dos outros e ajuda-los em suas conquistas. Pois o Senhor criou um mundo grande e há espaço pra todos. Elimine a inveja e não sejas fraco.

Toda pessoa amargurada vive sangrando por dentro, gotejando lágrimas de algo que parece um eterno sofrer. Quando criamos raízes de amargura, produzimos o ressentimento, o desencantamento da vida e um olhar distante sem brilho que denuncia o nosso estado. A tristeza contínua produz um sorriso vazio e um coração fechado para o perdão. Gostaria de prescrever a liberação do perdão, essa vai arrancar a raiz da amargura e te fazer sorrir novamente, assim já não mais remoerás tristezas passadas.

A vingança, gera obstinação. Te aprisiona a uma condição de tortura a si mesmo. Na vida nada é melhor como esperar passar um dia após o outro, sem pressa, basta pra cada dia o seu mau. Não sejas vingativo, não use a arma dos tolos. O tempo esclarece muitas coisas, viva cada dia um por um somente. Pra tal sentimento gostaria de prescrever a misericórdia, a busque como quem busca a pepita preciosa, quando a encontrar, não só à aprecie mas viva-a, e segure-a dentro de ti até que fique aprisionada em suas entranhas como Paulo o apostolo descreve em uma de suas cartas enviada a Colossos. Lembre-se Deus disse: Minha é a vingança.

Por último, não permita que o ódio se instale dentro de você. O ódio é uma espécie de tumor maligno em nosso corpo. Ele é irracional, prejudicial e desnecessário. O ódio é a negação do amor e a ausência do amor revela a ausência de Deus. Ceda ao amor. Não deixe que esse câncer consuma seu interior e o torne como um sepulcro vivo. Ame a Deus acima de todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo.

Eu Thalita acho que a vida é uma dádiva de Deus, viver bem é um desafio, elimine tudo que te faz mal. Mas cuide também da sua vida interior. Não deixe que os sentimentos citados acima venham adoecer suas emoções.

Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.
Filipenses 4:8

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Sinfonia de Outono

É outono... a mágica estação do ano em que a natureza revela um especial esplendor.

Calmamente vou adentrando a alameda de plátanos dourados.
Um tapete amarelo-avermelhado espalha-se a meus pés...
...por onde sigo pisando tão calmamente, como num caminho perfeito,
num vagar calculado, com o firme propósito de saborear esses momentos
de pura e encantadora magia...
Um cenário perfeito para reflexões e versos que me me vêm à mente...
Imagino se existe um portal no paraíso... então este deve ser o portal do paraíso...

Longos soluços dos violinos de outono
Ferem meu coração com langor monótono...
E choro, quando ouço, ofegando, bater a hora,
lembrando os dias, as alegrias e ais de outrora.
E vou-me ao vento que, num tormento
me transporta de cá para lá, como faz a folha morta.

"O amor muda como as folhas das árvores no outono.
E, se eu for capaz de entender isto, serei capaz de amar."

O renovar das estações é necessário à natureza,
assim como o renovar da esperança em nossos corações...
Que nossas almas possam refletir a paz do universo
como o reflexo das árvores
numa tarde límpida de outono...
Explosão de alegria, profusão de cores,
Como foi um dia a explosão de meus amores...

Folhas de outono...

Nas árvores, nos ares, no chão.
Folhas de outono em sua derrareira e incomparável glória,
exalando um aroma adocicado, de flutuante despedida.
Há um córrego a levar as folhas secas em bando...
E à aragem que soluça entre as ramas curvadas,
parece que o arvoredo em coro está chorando!...

Prossigo, relembrando os melancólicos outonos que já vivi...
As diferentes primaveras que vivenciei – ternas, intensas, fortes, coloridas...
E os verões... Quantos verões ardentes, sedentos, apaixonantes...

E novas reflexões me vêm à mente...

Meu olhar repousa sobre uma dessas pequeninas folhas de outono,
que insiste em permanecer no ar, como se ainda lhe restasse
uma leve esperança de não esmorecer de vez no chão úmido,
salpicado por centenas de outras folhinhas em decomposição,
já se entregando ao ciclo implacável da natureza.
Explosão de alegria, fascinante profusão de cores,
Como foi um dia a explosão de meus amores...

As folhas ao cair, evocam a brevidade dos nossos dias. O outono das pinceladas de azul-água, a coloração acinzenta do céu e a timidez e sofrimento das árvores despidas, imploram-nos uma introspecção e reflexão sobre este viver cíclico, sempre em transformação e numa velocidade alucinante.

Folhas de outono a cair dolentes, num bailar dourado, esvoaçantes, ternas, doces, displicentes,
espalhando pelos ares pingos multicores – pálidos, marrons, rubros, nacarados, cintilantes,
diferentes e diversos como os sentimentos humanos, que transitam numa vasta gama - eterna e densa - que vai da apatia à paixão intensa.

Caminho devagar... saboreio cada instante...

A sabedoria do peregrino consiste - não em chegar depressa a seu destino -
mas em apreciar as belezas do caminho...
Áureos tons da natureza.... paleta das mãos de Deus...
tanto amor, tanta beleza, preenchendo os olhos meus.
A folhinha, finalmente, repousa sobre o chão.
De repente, não a percebo mais;
ela misturou-se aos infinitos outros pontos amarelos do chão de outono...
entregou-se a seu inevitável destino de participar do
processo de transformação da natureza,
para um dia retornar em alguma paisagem,como a lembrar-me que...

...a vida se move em ciclos de fazer e desfazer,que sentimentos arrefecem,
que ardentes paixões esfriam, que toda glória é efêmera...
mas que os ciclos favorecem o renascer da esperança
E esse, sim, é duradouro... é eterno
em todos os corações humanos...

Nenhum ato de gentileza é coisa vã.

Um Leão dormia sossegado, quando foi despertado por um Rato, que passou correndo sobre seu rosto. Com um bote ágil ele o pegou, e estava pronto para matá-lo, ao que o Rato suplicou:

“Ora, se o senhor me poupasse, tenho certeza que um dia poderia retribuir sua bondade. ”

Rindo por achar rídícula a idéia, assim mesmo, ele resolveu libertá-lo.

Aconteceu que, pouco tempo depois, o Leão caiu numa armadilha colocada por caçadores. Preso ao chão, amarrado por fortes cordas, sequer podia mexer-se.


O Rato, reconhecendo seu rugido, se aproximou e roeu as cordas até deixá-lo livre. Então disse:

O senhor riu da simples idéia de que eu seria capaz, um dia, de retribuir seu favor. Mas agora sabe, que mesmo um pequeno Rato é capaz de fazer um favor a um poderoso Leão.

=> Não julgue a importância de um favor, pela aparência do benfeitor.

Quanto menor a mente, maior a presunção.

Um Mosquito que estava voando, a zunir em volta da cabeça de um Touro, depois de um longo tempo, pousou em seu chifre, e pedindo perdão pelo incômodo que supostamente lhe causava, disse: “Mas, se, no entanto, meu peso incomoda o senhor, por favor é só dizer, e eu irei imediatamente embora!”

Ao que lhe respondeu o Touro: “Oh, nenhum incômodo há para mim! Tanto faz você ir ou ficar, e, para falar a verdade, nem sabia que você estava em meu chifre.”

Com frequência, diante de nossos olhos, julgamos-nos o centro das atenções e deveras importantes, bem mais do que realmente somos diante dos olhos do outros.


Era uma vez... um rei que tinha 4 esposas.
Ele amava a 4ª esposa demais, e vivia dando-lhe lindos presentes, jóias e roupas caras. Ele dava-lhe de tudo e sempre do melhor.
Ele também amava muito sua 3ª esposa e gostava de exibi-la aos reinados vizinhos.
Contudo, ele tinha medo que um dia, ela o deixasse por outro rei.
Ele também amava sua 2ª esposa.
Ela era sua confidente e estava sempre pronta para ele, com amabilidade e paciência. Sempre que o rei tinha que enfrentar um problema, ele confiava nela para atravessar esses tempos de dificuldade.
A 1ª esposa era uma parceira muito leal e fazia tudo que estava ao seu alcance para manter o rei muito rico e poderoso, ele e o reino.
Mas, ele não amava a 1ª esposa, e apesar dela o amar profundamente, ele mal tomava conhecimento dela.
Um dia, o rei caiu doente e percebeu que seu fim estava próximo.
Ele pensou em toda a luxúria da sua vida e ponderou:

É, agora eu tenho 4 esposas comigo, mas quando eu morrer, com quantas poderei contar?
Então, ele perguntou à 4ª esposa:

Eu te amei tanto, querida, te cobri das mais finas roupas e jóias. Mostrei o quanto eu te amava cuidando bem de você. Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho?
De jeito nenhum! respondeu a 4ª esposa, e saiu do quarto sem sequer olhar para trás.
A resposta que ela deu cortou o coração do rei como se fosse uma faca afiada.
Tristemente, o rei então perguntou para a 3ª esposa:

Eu também te amei tanto a vida inteira. Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho?
Não!!!, respondeu a 3ª esposa.
A vida é boa demais!!! Quando você morrer, eu vou é casar de novo.
O coração do rei sangrou e gelou de tanta dor.
Ele perguntou então à 2ª esposa:

Eu sempre recorri a você quando precisei de ajuda, e você sempre esteve ao meu lado. Quando eu morrer, você será capaz de morrer comigo, para me fazer companhia?
Sinto muito, mas desta vez eu não posso fazer o que você me pede! respondeu a 2ª esposa.
O máximo que eu posso fazer é enterrar você!
Essa resposta veio como um trovão na cabeça do rei, e mais uma vez ele ficou arrasado.
Daí, então, uma voz se fez ouvir:

Eu partirei com você e o seguirei por onde você for... O rei levantou os olhos e lá estava a sua 1ª esposa, tão magrinha, tão mal nutrida, tão sofrida...
Com o coração partido, o rei falou:

Eu deveria ter cuidado muito melhor de você enquanto eu ainda podia...
Na verdade, nós todos temos 4 esposas nas nossas vidas...
Nossa 4ª esposa é o nosso corpo.
Apesar de todos os esforços que fazemos para mantê-lo saudável e bonito, ele nos deixará quando morrermos...
Nossa 3ª esposa são as nossas posses, as nossas propriedades, as nossas riquezas. Quando morremos, tudo isso vai para os outros.
Nossa 2ª esposa são nossa família e nossos amigos. Apesar de nos amarem muito e estarem sempre nos apoiando, o máximo que eles podem fazer é nos enterrar...
E nossa 1ª esposa é a nossa ALMA, muitas vezes deixada de lado por perseguirmos, durante a vida toda, a Riqueza, o Poder e os Prazeres do nosso Ego...
Apesar de tudo, nossa Alma é a única coisa que sempre irá conosco, não importa aonde formos...
Então...

Cultive...

Fortaleça...

Bendiga...

Enobreça...

sua Alma agora!!!

É o maior presente que você pode dar ao mundo...
e a si mesmo.
Deixe-a brilhar!!!